Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 25/10/2018
Segundo Foucault, as prisões não são nada além de uma forma de excluir os criminosos da sociedade, um ato mais fácil do que tratar e ressocializar o detento. Na sociedade brasileira, isso se torna evidente quando analisada a crise enfrentada pelo sistema carcerário. Nesse contexto, é preciso entender a superlotação e o tratamento dos presidiários como gênese desse problema para a nação latino americana.
Primeiramente, segundo o infopen, cerca de 90% dos mais de 700 mil presidiários brasileiros estão em unidades prisionais superlotadas. Esse dado evidência que, no país com a terceira maior população carcerária do mundo, há uma falta de lugar para prender os criminosos. Desse forma, essa parte da população brasileira vive em lugares onde não há espaço para todos gerando, consequentemente, conflitos entre eles, muitas vezes acabando em mortes.
Além disso, Nelson Mandela afirma que uma nação só pode ser julgada pelo modo como trata seus cidadães mais baixos, os presidiários. Nessa perspectiva é preciso entender que, mesmo os indivíduos que tenham sido negados a liberdade de ir e vir, possuem direitos como educação, saúde e segurança. Dessa maneira, ao analisar o atual complexo carcerário brasileiro e o estado de renegados pelo governo em que os detentos se encontram, é possível perceber como o país é visto.
Fica perceptível, portanto, que a crise enfrentada pelo sistema prisional do Brasil tem raízes na alta razão entre presos e vagas em presídios e no tratamento dos carcerários. Dessa maneira, o governo, como agente formador da sociedade, deve abrir mais vagas nas cadeias, por meio da construção de novas penitenciárias com objetivo de diminuir a superlotação. Além disso, o governo deve, também, investir em melhorar o dia a dia dos presidiários fornecendo uma melhor alimentação, educação e tratamentos médicos. Só assim, o Brasil parará de comprovar a teoria de Foucault.