Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 23/10/2018
Um dos maiores problemas do Brasil, atualmente, é precariedade do sistema carcerário. Celas com superlotação, péssimas estruturas, deficiência de assistência jurídica, mortes, são apenas algumas das dificuldades recorrentes. Nesse sentido, cabe ressaltar os reais motivos para o agravamento dessa situação, que afeta diariamente cerca de 607 mil presidiários.
Em primeira análise, pode-se afirmar que há uma má aplicação dos programas sociais para os presos, haja vista, o número dos mesmos que se supera a cada ano. Dessa maneira, um fator que colabora para esse crescimento é a grande reincidência de ex-presidiários à cadeia, já que, uma vez soltos, não tem ajuda para se reinserir na sociedade. Com isso, por consequência da ineficácia dos projetos de apoio governamentais, muitos sofrem preconceito, não possuem oportunidades de emprego, têm dificuldades de se relacionarem, e assim, voltam a praticar crimes.
Ademais, de acordo com a obra de Graciliano Ramos, “Memória de um Cárcere”, mostra situações degradantes que pessoas privadas de liberdade vivem dentro de suas celas, como por exemplo, terem que dormir no chão por falta de espaço. Diante disso, o tempo de permanência na cadeia, só aumenta suas condutas agressivas, muitas vezes saem pior do que entraram, ratificando, assim, a fragilidade do sistema prisional brasileiro.
É perceptível, portanto, que os fatores como retorno de indivíduos livres às celas e crescimento da marginalização constituem preocupantes desafios à evolução do país nesse cenário. Visto isso, o governo associado a ONGs e instituições privadas devem investir em infra estrutura, para terem espaços dignos de moradia, ensinamentos morais, para melhor educação, além de criar políticas de aceitação de ex-presidiários para a sociedade, por meio de propagandas, palestras. Por conseguinte, irá melhorar a qualidade das prisões e diminuir as violências.