Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 04/10/2018

Na obra “Memórias do Cárcere”, o autor Graciliano Ramos relata os maus tratos, a falta de higiene e de humanidade que presenciou no tempo em que ficou preso durante o Regime Novo. Mesmo vários anos depois, ainda é precária a situação dos presídios brasileiros. A superlotação e a falta de higiene encontradas pelos presos dificulta a reabilitação, na qual é o principal objetivo das cadeias.

Segundo o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), o Brasil possui mais de 700 mil detentos, sendo que existem apenas 368049 vagas, ou seja, para cada vaga existem 2 presos. Essa superlotação faz com que haja um número muito elevado de indivíduos nos presídios, na qual faz com que muitas vezes acabe surgindo facções criminosas e ocorrendo rebeliões dentro das penitenciárias, como a que aconteceu em janeiro do ano passado no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, o conflito provocou 56 mortes.

A superlotação e a falta de higiene, tornam as celas ambientes propícios para a proliferação de vírus e bactérias, ocasionando assim possíveis epidemias e contágio de doenças. Os problemas de saúde que mais acometem os mesmos são os respiratórias, como a pneumonia e a tuberculose, ambas que podem, se não tratadas corretamente, estarem levando os mesmos à óbito.

Ao contrário do que muitos dizem, bandido bom não é bandido morto, mas sim ressocializado corretamento, sendo respeitados os seus direitos como humanos. Por isso, é necessário que o governo busque enviar mais verbas para construir e melhorar a situação dos centros de detenção. Além disso, torna-se necessário e de extrema urgência, que ocorra um maior cuidado com a saúde dos presos, por isso, cabe ao governo também investir mais verbas, colocando a disposição dos mesmos sempre que se fazer necessário uma equipe qualificada de médicos, para que assim, as doenças sejam tratadas já no início, sem deixar acometer gravemente eles.