Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 27/09/2018
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a precária condição do sistema carcerário, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
Nessa realidade, a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na mega lotação dos presídios. segundo o conselho nacional do ministério público (CNPM), a superlotação dos presídios em 2018 é de aproximadamente 175 %. Diante do exposto, a grandes rebeliões, proporcionando a morte de uma grande parcela dos presidiários.
Faz-se mister ainda, salientar a falta de investimento público como impulsionador das condições precárias vivenciada pelos presos. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade liquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, fica impossível a inclusão social de tal pessoas.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o ministério da educação (MEC) deve-se criar e ampliar salas de aulas dentro de presídios ademais o governo deve aplicar mais penas alternativas promovendo assim a reinserção social dos detentos. desse forma, o Brasil poderia superar os problemas no seu sistema carcerario.