Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 03/09/2018
Um assaltante tem 98% de chance de sair impune do ato.
Infelizmente, uma falta de estrutura se faz presente nas cadeias do Brasil, o país tem a terceira maior população carcerária do planeta, número este que aumenta todos os anos sem diminuir os índices da violência. Sobre superlotação dos presídios, o mais notável está no estado do Amazonas, onde chega-se ao nível de cinco pessoas para uma vaga, eleva-se a pauta de que o Brasil prende muito.
Segundo uma reportagem do Jornal Nacional, por ano, acontecem mais mortes no Brasil do que em países que estão em guerra, como a Síria. Apenas 8% dos casos de assassinatos são resolvidos, entre 50 denúncias de assalto, uma é solucionada. Mesmo após capturado, o indivíduo pode ser solto rapidamente e de novo, atormentar à sociedade. Com todas as “condições desumanas” das cadeias, a impunidade ainda faz o crime valer a pena.
Um preso custa para o estado por volta de R$ 2400,00, valor superior ao salário médio de um brasileiro: R$ 2100,00. A maneira correta e barata de inserir um detento de volta à sociedade é por meio do trabalho, serviços para dar uma oportunidade de real ressocialização, promovendo maior capitalização, este sistema existe mas em pequena escala, cerca de 15% faz uso deste, além de ser atualmente mal otimizado.
Atualização e enrijecimento do código penal por aptos para tal, iniciativas públicas ou privadas que precisem de mão de obra podem oferecer os empregos, e uma recompensa inegavelmente significante para o preso trabalhador, benefício que não só desperte interesse, mas também que torne quase obrigatório, que seria uma grande redução no tempo de condenação pós-reforma, quem pode trabalhar deve cobrir os próprios custos, o sistema carcerário não seria tão caro, tornando possível a multiplicação de vagas e de fortalecer o policiamento dentro e fora dos presídios.