Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 19/08/2018
No livro “memórias do carcere” o autor Graciliano Ramos relatou os maus tratos, as péssimas condições de higiene e a falta de humanidade com que ele e os outros detentos eram tratados durante o estado novo. Atualmente, nota-se que tais problemas ainda fazem parte da rotina dentro das penitenciárias do Brasil, e que estas estão cada vez mais lotadas. Diante desse problema, deve-se analisar como a precariedade do sistema e a falta de uma correta ressocialização de presidiários colaboram para o problema e como resolvê-lo.
Primeiramente, deve-se analisar como a baixa infraestrutura dos presídios corroboram para a situação atual. Diante da superlotação, e da falta de condições básicas para a sobrevivência, como higiene e alimentação correta, esse sistema tem se mostrado incapaz de funcionar de acordo com o seu objetivo principal que é punir, corrigir e ressocializar indivíduos que transgrediram as leis. Como consequência disso, o número de rebeliões como as que ocorreram nos estados Amazônia e Roraima, em 2017, em que alguns detentos cometeram atrocidades contra outros visando chamar a atenção da população, tendem a aumentar no país.
Ademais, a falta de uma correta reinserção dos detentos na sociedade contribui para a manutenção do ciclo do crime. Isso porque, ao cumprir sua pena e sair da prisão, a maioria dos ex detentos anseia por um emprego e uma nova oportunidade para melhorar sua condição de vida.Entretanto, com o amplo preconceito enraizado na sociedade acerca dos ex detentos as pessoas não querem contratá-los ou conviver com eles, pois julgam perigoso. Diante disso, esses indivíduos sentem-se à margem da sociedade, vendo no crime sua única saída.
Fica claro, portanto, a urgência em resolver os problemas do sistema prisional brasileiro. Para isso, é preciso que o Departamento Penitenciário Nacional reestruture prisões e construa novas, afim de proporcionar condições dignas de sobrevivência aos detentos. Esse departamento em parceria com o Ministério Da Educação deve inserir nos presídios cursos profissionalizantes como forma de capacitação de detentos, preparando-os para o mercado de trabalho. Cabe a mídia, por meio de comerciais e ficções engajadas desconstruir os estereótipos acerca desses indivíduos e motivar a população a ter mais empatia com os mesmos, ajudando assim na reinserção deles na sociedade. Só assim, o problema do sistema carcerário pode ser resolvido no Brasil.