Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 14/08/2018

Os primeiros criminosos a chegar a esta terra foram os bandidos europeus enviados pela metrópole para colonizar o novo mundo. Se antes, eles eram punidos com a liberdade em uma terra considerada cheia de selvagens, hoje, eles são espremidos em pequenos metros quadrados onde a selvageria não é capaz de garantir-lhes o mínimo de condição de subsistência. Essa, é a triste realidade do sistema carcerário brasileiro, uma população que cresce progressivamente e gera uma crise infindável ao estado. E para piorar, a criminalidade e violência não diminui, o que valida a necessidade de gerar oportunidades na formação do indivíduo e reestruturar o sistema de segurança pública no Brasil.

A oportunidade é capaz de transformar a vida de todos. Uma frase por vezes considerada clichê que ganha contornos de prioridade quando se trata de jovens e adolescentes em formação que se tornam vulneráveis - com a desigualdade social - a se tornarem mão de obra para organizações criminosas em todo país. Todavia, estabelecer nova ótica pela educação, esportes, artes e tantos outros meios integradores  afasta o tráfico de drogas e da violência que aumenta a parcela de presos ano a ano.

Urge ainda, a remodelação do sistema prisional brasileiro. Cenas como as do filme “Carandiru” retratadas da chacina que aconteceu em 1992 são remontadas veridicamente em tantos presídios pelo país pela super lotação e ressocialização ínfima. Logo, é preciso um novo programa de segurança pública que agrupe todas as fases da vida do indivíduo afim de o acompanhar desde  primeiro delito para que não volte a rescindir.

Contudo, efetivando ações nas raízes originárias da crise prisional podemos buscar as reduções tão esperadas da problemática. O governo e sociedade civil precisa se unir-se em uma corrente de proteção, criando aplicativos de oportunidades de cursos, esporte e trabalho para disseminar entre os jovens. A tecnologia pode ser empregada também no acompanhamento dos casos e ressocialização. Investindo na prevenção não precisaremos reinvestir na reeducação.