Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 18/08/2018
A triste realidade dos presídios brasileiros.
Na série “Prison Break”, é possível observar um estado deplorável dentro das cadeias: uma quantidade excessiva de presos, péssima infraestrutura do espaço e a violência comumente na vida dos detentos. Infelizmente, esse cenário não está presente apenas na ficção, mas também, no sistema carcerário do Brasil.
Uma triste realidade enfrentada nas cadeias brasileiras é a superlotação, que, segundo pesquisas realizadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Publica, chega à margem de 197,4%. Esta situação é resultado, em parte, pelo modo de funcionamento da prisão provisória. Por mais que ainda em investigação, os suspeitos são tratados como criminosos e “jogados” em presídios comuns. Recorrente à isso, muitas cadeias não recebem o suporte necessário para a melhoria e manutenção do espaço, o que faz com que os detentos fiquem mais suscetíveis à contaminação de doenças.
Além disso, é possível observar o aumento da violência no dia a dia dos presidiários. A pedagogia e a disciplina dentro dos presídios são fatores que precisam ser analisados. Conforme dados do site Justificando, mais de 87% da população carcerária não tem acesso à educação. Quando colocados ali, os detentos são, simultaneamente, excluídos da sociedade. A falta de confiança da população em relação à essas pessoas faz com que não haja a preocupação na ressocialização destas e, assim, a educação não é aplicada.
Portanto, para minimizar os problemas existentes no sistema carcerário brasileiro, o governo deveria construir mais presídios e dividir os detentos de acordo com o grau do crime cometido e o andamento da investigação. Deveria também, investir na infraestrutura e no sistema educativo dentro das cadeias, a fim de garantir uma qualidade de vida considerável para essas pessoas. Por fim, a mídia teria de aumentar a visibilidade da condição de vida precária dentro das penitenciárias para a população e, assim, fazer com que esta lute pelo respeito aos direitos de todo cidadão.