Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 17/08/2018
Prisões: problemas que a população não vê!
As prisões são lugares para onde pessoas, que se comportam de maneira equivocada, na sociedade, vão e, nos últimos anos, três problemas em especial, se destacaram em meio ás cadeias: a superlotação, a dificuldade de administração adequada e a injustiça com aqueles que são ou que podem vir a ser inocentes.
Um proplema existente, encontra-se na injustiça que muitos sofrem, por não existirem defensores públicos suficientes, para aqueles que não tem condições de ter um defensor próprio, já que o Brasil, tem apenas 1/3 da quantidade de defensores, necessária. Desta forma a população de presos, mesmo que provisórios, apenas aumenta e gera a superlotação e a dificuldade de administração das cadeias, possibilitando tumultos e rebeliões e, consequentemente, muitas mortes.
Os presídios, atualmente, contém uma população carceraria de mais de 600 mil indivíduos o que, estatisticamente falando, significa que há uma lotação de 116,3% acima da capacidade, porém essa quantidade, poderia ser menor, uma vez que cerca de 40% das pessoas que estão presas, só se encontram em estado de espera por um julgamento e permanecem atrás das grades, sem saber se realmente estarão condenadas, sendo em torno de 222 mil indivíduos, ocupantes de celas.
Outro problema que assola os presídios, é a dificuldade de administração que, se mostra presente, ao se ter conhecimento sobre a formação de facções criminosas, dentro das cadeias o que, por vez, gera tumultos e, consequentemente, a possível morte de outros presos, inclusive, o óbito dos que esperam o adequado julgamento, como no começo do ano de 2017, onde mais de 100 detentos, foram assassinados, por facções.
Por fim, deve-se pensar que, aqueles que são presos, não deixam de ser humanos e que estão na cadeia, para serem reabilitados e, não, punidos; assim, para melhorar as situações prisionais brasileiras, seria certo que o governo incentivasse a criação de mais defensores públicos, abrindo cada vez mais vagas, para que as pessoas que querem exercer essa função, tenham mais chances de se tornarem trabalhadores, desse cargo; assim, com mais defensores, haveriam menos casos para serem avaliados e os 40% que não deveriam estar presos ou não tinham confirmação podem, finalmente, ser liberados ou condenados.
Com a liberação do excesso populacional carcerário, haverá uma melhora na administração das cadeias resultando, possivelmente, em menos rebeliões, uma vez que não se tenha tanta gente para a formação das facções, assim, haverá menos mortes e facilidade para a reabilitação dessas pessoas.