Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 12/08/2018
Liberdade ainda que tardia
Em 1992, o massacre que ocorreu no presídio do Carandiru promoveu a morte de muitos presos e, consequentemente, a criação do Primeiro Comando da Capital. Esse ato, encabeçado pelo governador do estado, mostrou que os problemas presentes no sistema prisional brasileiro não podem ser tratados de forma superficial. Assim, fazem-se necessárias medidas alternativas para resolver a problemática e driblar as possíveis consequências.
Primeiramente, vale ressaltar que um dos problemas que afetam as cadeias brasileiras é a superlotação. A população carcerária do Brasil está em torno de 700.000 pessoas e, ainda, 40% desses presos são provisórios pois aguardam julgamento. Além disso, as celas estão com o dobro ou mais de reclusos previstos. Assim, turnos para poder dormir, calor insuportável e doenças são fatores que os presos precisam enfrentar no dia a dia.
Segundamente, é certo que não ocorre a ressocialização dos detidos. Segundo dados divulgados pelo portal de notícias G1, a cada 10 pessoas que ganham a liberdade, 7 a 8 voltam a cometer delitos. Isso evidência que a prisão não cumpre com seu papel de reabilitação do preso na sociedade, não só há a mistura de presos que faz com que aquele menino novato no crime termine se filiando a bandidos de categoria maior, como também após o período de reclusão os ex-presidiários não conseguem se adequar na sociedade, seja por falta de emprego ou preconceito dos contratantes.
Portanto, é preciso mudanças para melhorar o sistema prisional brasileiro. A começar pelos Ministérios de Segurança Pública, Saúde e Educação, que devem juntos propor ao governo a criação de internatos para os detidos, a fim de realocar todos os presos, diminuindo as cargas por presídios. Ainda, ao mesmo tempo tornar obrigatório aulas para poder capacitar a maioria dos presidiários para o emprego, assim reinserindo os presos ao mercado de trabalho. Deve haver também, o acompanhamento por psicólogos, para avaliar se é possível a soltura do condenado. Com a junção desses fatores é possível, não apenas a melhoria do sistema presidiário, mas também evitar que outro evento como o do Carandiru aconteça.