Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 07/08/2018
É inegável que o sistema carcerário brasileiro sofre problemas, como, a superlotação e, também, a falta de preocupação com o futuro dos prisioneiros que irão se inserirem novamente na sociedade. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman a sociedade contemporânea assemelha-se a um líquido, cujo caráter volátil contribui para o individualismo e a efemeridade das relações sociais, sendo característica da modernidade liquida vivida desde o século XX.
Por conseguinte, essas características remetem-se a população brasileira que possui pensamentos individualistas de que “isso nunca vai acontecer” com ela. Em virtude disso, muitas pessoas não se preocupam com as condições vividas pelos presos, como, a superlotação das celas e o ambiente hostil, na qual são obrigados a estar pela falta de presídios e saneamento que lhes dê qualidade de vida.
Ademais, a falta de preocupação com o futuro dos presos, como disse Valdirene Daufemback, diretora de Políticas Penitenciárias do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), é uma realidade devido preocupar-se mais com o que o preso fez, assim, ao se inserirem novamente no meio social voltarão a infringir a lei e a violência do país não irá diminuir, muitas vezes pela dificuldade dos ex presidiários de se inserirem no mercado de trabalho novamente levando-os para o mundo do crime.
Portanto, o Ministério da Segurança Pública realizará horários de atividades entre os presos como: a comida, a distribuição dos alimentos e a limpeza gerando-os uma renda que será retirada após cumprir a pena, com o objetivo de incentivá-los a trabalhar em prol do dinheiro e garantir-lhes uma renda para se sustentar após seu encarceramento, também, a construção de novos presídios com o intuito de acabar com a superlotação das celas dando aos presos uma melhor qualidade de vida e mudando seu pensamento para que volte a sociedade com sabedoria e não volte para o crime.