Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 31/07/2018
Dizia o pensador e iluminista Immanuel Kant: “O homem é aquilo que a educação faz dele.” São crescentes os números de detentos no Brasil, e as situações precárias dos cárceres só dificultam os trabalhos de ressocialização desses indivíduos, o qual se torna um obstáculo para a diminuição da população carcerária. Ainda mais, de acordo com a fala do filósofo, a educação é o meio mais plausível para solução dessa problemática.
Com isso, os maus tratos que hoje acontecem são herança da colonização brasileira, e quem os sofria eram os escravos. Eram segregados, colocados em circunstâncias desumanas, excluídos de grande parte da sociedade, postos para dormir em senzalas após um dia intenso de trabalho forçado, sem condição nenhuma de higiene. A falta de alimentação e água de qualidade também era um problema, além da superpopulação, essas vidas eram postas em risco.
Sendo assim, o cenário brasileiro ainda exibe reflexos abusivos representados hodiernamente pelas péssimas condições do sistema prisional. A falta de infraestrutura atrapalha a inserção dos presidiários no meio social, que pode ,posteriormente, permanecer na ideia de continuar no crime. Ademais, a jornalista e escritora Nanna Queiroz sem sua obra “Presos que Menstruam”, faz uma crítica ao tratamento igual entre gêneros nos presídios brasileiros, uma vez que a mulher não recebe a atenção devida a sua saúde íntima.
Ante à problemática apresentada, fica claro que Ministério da Educação, Ministério da Saúde e Secretaria da Segurança Pública devem agir em conjunto, devem promover palestras nos presídios sobre o cuidado com a higiene, utilizar a educação como um meio para a ressocialização desses presidiários e devem incrementar a educação básica nos presídios, Assim, os detentos tem mais chances no mercado de trabalho posteriormente. Deve-se ainda mais, garantir a saúde íntima de todas as detentas, dando-lhes todos os itens necessários de higiene pessoal e consultas periódicas com ginecologista.
Diante dos fatos apresentados, uma política pró-educação é o meio mais plausível para diminuir a quantidade de presidiários. todos os reclusos devem ser tratados com respeito, dignidade e tenham acesso aos seus direitos básicos, de modo que contribua com a reintegração desse indivíduo à sociedade.