Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 31/07/2018
O termo ressocialização pode ser definir como um conjunto de medidas tomadas para que determinado grupo seja reinserido socialmente. Todavia, o atual sistema carcerário brasileiro se mostra falho ao tentar atingir este objetivo. Medidas ineficazes, superlotação e aumento da reincidência criminal evidenciam a necessidade de uma reformulação no que tange o meio prisional.
Primeiramente, há a análise do que se fazer com relação ao tempo livre dos encarcerados. De fato, facções se aproveitam da instabilidade mental e emocional de muitos detentos para se promoverem, utilizando recursos como aliciamento ou ameaças. Por consequência, há o aumento da violência dentro dos presídios, evidenciado por meio de rebeliões, bem como do lado de fora, com aqueles que obedecem ordens de líderes que ainda estão presos.
Além disso, a superlotação, agravada pela demora nos trâmites dos julgamentos, acentua a irritabilidade e torna acirrada brigas e disputas. Outrossim, facilita a entrada de entorpecentes e outros objetos no meio prisional, sendo um risco para os agentes penitenciários e para os próprios detentos.
Diante do exposto, para reverter a crise carcerária é necessário uma ação conjunta do Estado e de outros setores da sociedade, principalmente empresas privadas, para que se ofereça cursos profissionalizantes dentro das instituições carcerárias, viabilizando a reinserção no mercado. Ademais, contratação e capacitação de servidores se tornam grandes aliados na rapidez dos processos judiciais, desafogando e se fazendo cumprir a função social das penitenciarias de todo o país.