Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 27/07/2018
Funcionando conforme a primeira lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tem a tendência de permanecer em seu movimento natural até que uma força suficiente atue sobre ele mudando-o de percurso, o sistema carcerário brasileiro vem apresentando problemas recorrentes a algum tempo. Com isso, ao invés de funcionar como uma força suficiente capaz de mudar o percurso desse problema, a falta de profissionalização dos presos e a má gestão dos presídios nacionais são alguns dos fatores que contribuem para a situação atual.
“O Homem é aquilo que a educação faz dele”. Segundo Kant, a educação é a chave para o que o indivíduo se tornará no futuro. Com a superlotação e a falta de profissionais capacitados, os presídios brasileiros não dão a importância devida para a profissionalização dos prisioneiros, dificultando a reinserção dos mesmos na sociedade, onde se encontram em um cenário de rejeição por não terem ficha limpa, somando ao fato de não possuírem diploma, tornando assim, uma maior probabilidade deste indivíduo voltar ao crime, consequentemente sendo preso novamente e tornando-se um ciclo sem fim, permanecendo os presídios com superlotação.
Ademais, dados recentes confirmaram que os presídios nacionais tem uma maior verba destinada ao sistema prisional do que para o sistema educacional, evidenciando assim, uma má gestão financeira desse setor público. Desse modo, torna-se inevitável a mudança de percurso dos problemas no sistema prisional.
Portanto, fica evidente a necessidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança do percurso. “Atualmente, o sistema se preocupa mais com o passado, ou seja, mais com o que o preso fez do que com o futuro”. Tomando como base o que a diretora do Depen citou, é importante o sistema penitenciário juntamente com seus gestores tentem entender o que está por trás dos custos e redirecioná-los para um melhor aproveitamento da verba, fazendo contratação de profissionais para a capacitação dos prisioneiros e novas construções de celas para combater a superlotação dos presídios. Formar estratégias para gerar empregos e oportunidades para ex-detentos para colaborar com a reinserção dos mesmos na sociedade. Só assim, a educação e a boa gestão funcionarão conforme a força descrita por Newton e mudando o percurso do problema do sistema prisional no Brasil, da persistência para a extinção.