Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 22/07/2018
As estatísticas recentes mostram que a população carcerária brasileira é a 4ª maior do mundo. Um fato interessante é que dentre as 4 primeiras, apenas, no Brasil o número de preso cresce continuamente. Nos Estados Unidos da América (EUA), por exemplo, o número de detentos permanece constante há alguns anos. Frente a isso, enxerga-se que a superlotação, a violência, e o ciclo da criminalidade são sérios problemas dentro dos presídios brasileiros, os quais dificultam a ressocialização dos infratores.
Dados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen) revelam que o número de presos no Brasil aumentou 168% de 2000 a 20014. Embora as prisões brasileiras tenham recebidos mais vaga, esse exorbitante crescimento levou a maioria delas a operarem em permanente superlotação fato esse que fere os direitos humanos constitucional, pois não há condições dignas de sobrevivência.
Ademais, as condições desumanas nas selas: ambiente sujo, alimentação ruim e ações de facções criminosas também revelam a gravidade do sistema prisional brasileiro. De acordo com o noticiário, janeiro de 2017 foi uma mês perigoso dentro das presídios onde 60 presos foram mortos em Manaus, 33 em Roraima e 26 em do Rio Grande do Norte e, provavelmente, devido as revoltas dos grupos criminosos encarcerados.
Vale ainda citar, que o número de mulheres detidas cresceu 567% desde de 2000. Dado preocupante uma vez que, ao retirar uma mulher de uma lar a estrutura familiar se desfaz e os filhos tendem a seguir caminhos semelhantes aos dos pais e assim, o ciclo da criminalidade nunca para de existir ou de crescer na sociedade.
Portanto, para solucionar os problemas do sistema carcerário brasileiro os governos estaduais devem focar em 2 soluções iniciais: aumentar o número de defensores públicos para acelerar os julgamentos e, assim, amenizar a superlotação. Como ainda, fortalecer a segurança interna colocando carcereiros capacitados para gerenciar as prisões evitando, desse modo, a violência e a criminalidade interna.