Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 18/07/2018

A realidade dos presídios brasileiros é difícil e com poucas expectativas.

O Brasil, hodiernamente, vive um drama no seu sistema prisional com uma população carcerária de 726 mil presos. Um sistema com a maioria dos presídios superlotados e sem condições nenhuma de receber mais presos. O último grande impacto foi o massacre ocorrido em alguns estados do norte e nordeste no início de 2017.

O problema dos presídios brasileiros não é de hoje. Tudo isso é consequência de vários anos sem nenhum planejamento de longo prazo para os presídios. E para ficar mais complexo, no ano 2006, foi aprovada a lei de Tóxicos a qual tornava o crime por tráfico de drogas mais rigoroso. Com isso, os números de presos aumentaram linearmente com aprovação daquela lei. Assim, é extremamente difícil fazer a ressocialização com presídios superlotados e constantes rebeliões.

Outro grave realidade, para fazer a inclusão social de ex-presidiários, é o preconceito da sociedade. Poucos empregadores estão dispostos a dar uma oportunidade de emprego para ex-presidiários. Esse é um dos motivos para aumentar a taxa de presos reincidentes, ou seja, aquelas pessoas que voltam a cometer crimes após receber liberdade. Portanto, a própria sociedade brasileira precisa rever suas atitudes

Destarte, diante da situação, gravíssima, dos presídios no Brasil, o governo brasileiro precisa aprimorar o trabalho de ressocialização dentro dos presídios oferecendo, por exemplo, cursos técnicos e trabalho aos presidiários, mas evidentemente precisa de espaço para isso. No curto prazo, essa necessidade de espaço pode ser criada com a construção de novos presídios e fazendo julgamento de presos provisórios os quais representam 40% da população carcerária. A sociedade brasileira, por sua vez, deve dar oportunidades para essas pessoas e não discriminá-las deliberadamente. Assim, o Brasil poderá diminuir a taxa de presos reincidentes.