Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 13/07/2018

O sistema carcerário brasileiro enfrenta diversos problemas, como a falha na inclusão social e ressocialização dos presidiários, superlotação dos presídios e o grande número de detentos em aguardo de condenação.

Em virtude da falha na inclusão social e ressocialização dos presidiários, têm-se o regresso de ex-detentos aos presídios. O que contribui para o aumento de pessoas presas. Essa ressocialização pode ser feita por meio de atividades produzidas nas próprias instituições, com intuito de preparar o presidiário para exercer alguma profissão ao retornar ao convívio social,  como a produção de artesanato, cursos profissionalizantes, conclusão de ensino médio, além de transferir tarefas como limpeza da prisão, alimentação dos detentos, dentre outras atividades, para os próprios presidiários, e em troca receberiam redução da pena ou um salário irrisório para cobrir os gastos dos detentos em cárcere.

Por certo, que ao promover a ressocialização dos presidiários á uma contribuição para a redução de uma parcela da superlotação das penitenciárias.  A fim de reduzir de forma considerável a superlotação do presídios é preciso levar em conta que, no ano de 2014, o número de pessoas presas chegou a 607,7 mil, em todo o Brasil, e cerca de 222 mil pessoas estão presas aguardando por julgamento. Assim, a adoção de penas alternativas para essas pessoas, com exceção das que cometeram grandes delitos, juntamente com a ressocialização dos presidiários, reduziria consideravelmente o inchaço das penitenciárias.

Nota-se, que os três principais problemas do sistema carcerário brasileiro, citados anteriormente,  estão interligados. Portanto, cabe ao governo implantar atividades dentro das cadeias, por meio do revertimento de parte da verba penitenciárias, com intuito de promover a inclusão social e ressocialização dos detentos. Além da implantação de penas alternativas, como a prestação pecuniária(pagamento de uma quantia á vítima do crime); a prestação de serviços comunitários; dentre outras, para pessoas que estão presas e aguardam julgamento. Logo, acarretaria na redução da superlotação dos presídios, melhorando as condições de vida dos detentos dentro das instituições e reduzindo a quantidade de rebeliões feitas por presidiários devido as péssimas condições dos presídios lotados.