Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 07/07/2018

Relativo ao sistema prisional brasileiro, é possível afirmar que apresenta falhas que põem em risco a integridade física e mental dos detentos, visto que a superlotação nas celas em consonância com o despreparo dos agentes penitenciários, têm contribuído de forma significativa para o aumento dessa problemática.

Em primeira analise, pode-se destacar a superlotação nas celas, o número excedido de presos por quantidade de vagas disponíveis, a falta de higiene, os péssimos serviços ofertados aos detentos e a falta de estruturas adequadas para suprir essa demanda carcerária, vem causando a revolta dos presos. Vale ressaltar que metade da população carcerária está sob custódia provisória, essa ausência de políticas públicas e o descaso do poder judiciário contribuem para o aumento da superlotação nos presídios. Segundo Karl Marx, o homem é produto do meio. De maneira análoga, é possível afirmar que, o homem é resultado do meio em que vive, para que as mudanças existam é necessário mudar o meio em que o homem está inserido.

Além disso, o despreparo dos agentes penitenciários deixa brechas na segurança do sistema prisional, possibilitando a fuga de vários detentos e a formação de diversas rebeliões, que por sua vez deixam várias vítimas fatais, uma forma que os detentos encontraram para reivindicar melhores condições nos alojamentos prisionais, é nocivo que esse fenômeno ocorra de forma tão constante em nossa sociedade.

Dessa forma, o sistema carcerário no Brasil é um grave problema social, o governo juntamente com a secretaria de infraestrutura devem investir na reforma e construção de novos presídios, afim de atender essa extensa demanda carcerária. Além disso, é necessário intensificar o trabalho de ONG’s para que os detentos dediquem o tempo livre em atividades como leitura, dança, artesanato, arte, esporte e jogos educacionais, para que assim possam não só aprender, mais também, repensar e ponderar suas atitudes para que futuramente ingressem no convívio em sociedade.