Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 30/06/2018

No Brasil, é evidente a situação precária do sistema carcerário. Infelizmente, o número de presos aumentou aproximadamente 14% desde 1990. Isso causou uma superlotação que gera péssimas condições  para os detentos.E, também, muita violência, como o massacre de Carandiru, maior presídio do país, e a negligência de certos cuidados exclusivamente femininos.

Nesse contexto, é importante mencionar o ambiente dentro da maioria dos presídios. Com o excesso de pessoas presas, a dificuldade de as organizarem aumentou. Provoca-se, assim, um aumento na violência, muita desordem e condições  inumanas para a sobrevivência. Isso é retratado na obra de Drauzio Varella, médico e cientista brasileira, chamada “Estação Carandiru”, que mostra a vida precária nesse presídio de uma forma verossímil e direta de acordo com suas experiências.

Além disso, também vale ressaltar os problemas enfrentados pelas mulheres dentro das cadeias brasileiras. Estas, muitas vezes, falta atendimento médico e alguns recursos que satisfazem as necessidades unicamente femininas como a menstruação e gravidez. Isso é descrito no livro “Presas que menstruam” da jornalista e escritora Nina Queiroz, em que conta a realidade vivida nesses presídios através de relatos em prisões que ela visitou por todo o país.

Portanto, uma ação viável que poderia ser adotada pelo governo federal, para amenizar a precariedade do sistema carcerário, seria destinar mais investimentos públicos nas cadeias, com o intuito de melhor o atendimento médico ao contratar profissionais formados nessa área e ter os recursos necessários para suprir a população presa. Ademais, deve-se dar um acompanhamento psicológico por meio de estudantes de voluntários de psicologia nas cadeias com a finalidade de ressocializar os presos e diminuir os índices de violência no Brasil. Para, dessa forma, alcançar o terceiro objetivo de desenvolvimento sustentável(ODS) que visa uma boa saúde e bem-estar.