Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 27/06/2018

O sistema carcenário no Brasil encontra-se em condições precárias. Cadeia super lotadas em até sete vezes mais presos do que a capacidade total. Pessoas que vivem em ambientes com pouca ou nenhuma higienização e limpeza. Ex presos que geralmente não conseguem se inserir novamente na sociedade.

Atualmente, o Brasil é o quarto país em número de presos, e desses quatro, o único número que não para de crescer. O país tinha em 1990, 90 mil presos, hoje já tem 607 mil. O crescimento de criminosos está diretamente relacionado á falta de “atenção” que grande parte dos jovens de baixa renda recebe. Muitos deles não tem acesso á educação de qualidade. Ex presos tem grande dificuldade de se inserir na sociedade após sair da cadeia, como trabalhar e estudar, e normalmente voltam para o mundo do crime por não conseguir se manter. O filme e livro “Estação carandiru” retrata a realidade das cadeias brasileiras, que apresenta a vida precária dos presos e desmente muitos mitos superfíciais e o senso comum que muitas vezes é mostrado para a sociedade.

Cadeias femininas, principalmente, apresentam grandes problemas na higienização. Mulheres vivem em condições desumanas por causa das necessidades femininas a qual são ignoradas na maioria das vezes nas detenções, como recursos para lidar com gravidez e menstruação. Em 2015 foi lançado o livro “presos que menstruam”, que apresenta o problema dentro do sistema carcenário feminino.

Portanto, como a criminalização está diretamente ligada á falta de educação em tais locais, faz-se necessário que o ministério da educação passe a investir nos jovens brasileiros, e adquiram como exemplo o projeto “dedo de gente” que há em Curvelo, o qual possui diversas atividades para tirar os jovens desse meio, com artesanato, aulas de música, entre outros. E preciso que o departamento penitenciário invista na infraestrutura das prisões e também na reinserção de ex presos na sociedade.