Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 26/06/2018

Nos quadrinhos, Batman é um justiceiro que dedica sua vida à combater o crime na cidade de Gotham, dando origem a prisão Arkhan, para onde eram enviados os criminosos da metrópole. Contudo, com o passar dos anos, o sanatório ficou lotado, facilitando a fuga de Coringa. Fora dos gibis, tais problemas são uma realidade no Brasil onde a população carcerária cresce 7% ao ano. Nesse sentido, convém analisarmos as causas e consequências do crescente aumento populacional nas penitenciárias Brasileiras.

Deve-se pontuar, a princípio, que os fatores bióticos influenciam diretamente na formação do sujeito. Segundo Bakhtin, o homem constitui-se e transforma-se a partir do espelho fornecido pelo outro. Seguindo essa premissa, caráter é um sentimento de formação que deve-ser estimulado constantemente por pais e pela sociedade, haja vista que o indivíduo é persuadido por outro, fundamentando, assim, o princípio básico da educação. Desse modo, se as crianças e adolescentes receberem os valores corretos, não se tornarão jovens infratores.

“Lugar de bandido é na cadeia”, diz o povo. Entretanto, um reparo ao dito popular precisa ser feito: lugar de bandido é na cadeia desde que haja lugar. Segundo o Infopen (Levantamento Nacional De Informações Penitenciárias), O Brasil tem 726 mil presos, o dobro do número de vagas nas prisões, o que acomete inúmeras rebeliões, fugas e aparecimento de facções dominadoras. É portanto, indiscutível, que a superlotação das cadeias é um dos mais graves problemas do Sistema Penitenciário.

Destarte, urgem medidas que incentivem a orientação familiar em prol da manutenção da dignidade e da integridade humana. Para tanto, o Estado, aliado à sociedade engajada pela causa, por intermédio dos meios de comunicação de massa, como a televisão, o rádio e a internet, deve promover intensa divulgação acerca da importância da participação familiar no dia a dia dos jovens e da realidade das penitenciárias, para que mais políticas de mudanças sejam pensadas pelas autoridades.