Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 07/06/2018
O ser humano necessita viver em comunidade e estabelecer relações interpessoais. Todavia, perante a conjectura Aristotélica, política e naturalmente sociável, inúmeras de suas ações antiéticas corroboram o contrário. Nesse viés, hodiernamente, no que concerne à saturação do sistema carcerário no território nacional, é perceptível que essa situação deplorável está intrínseca à sociedade civil por decorrência dos ínfimos investimentos sociais. Urge, portanto, uma mobilização homogênea da conjuntura social e do Ministério Público para combater o estorvo.
Convém frisar, a princípio, que o crime hediondo é reflexo do convívio em um meio gregário portador desse proceder. Por esse prisma, consoante ao postulado Durkheimiano, o fato social retrata uma maneira de agir e raciocinar, provida de exterioridade, coercitividade e generalidade. Sob tal perspectiva, depreende-se que a criminalidade assemelha-se à ótica do antropólogo, isto é, se uma criança convive em um âmbito no qual os indivíduos manifestam esse hábito, deveras, irá incorporá-lo por virtude da convivência em grupo. A lógica transgressora, por conseguinte, é transmitida através de gerações, amplificando consideravelmente a superlotação dos presídios no solo nacional.
Outrossim, é pertinente enfatizar o exíguo investimento Governamental na educação pública como um aspecto preponderante para a intensificação da delinquência no país. Conforme exposto no portal G1, a precária infraestrutura institucional, paralelamente, com a falta de magistérios qualificados, colabora para o aumento hiperbólico da criminalidade. À vista dessa referência, infere-se que a população usuária do setor público educacional depara-se, decerto, em uma circunstância de vilipêndio, pois, embora o Poder Executivo deposite capital na educação, como paradigma, contratação de docentes, é irrefutável que ainda esbarre na fiscalização da qualidade do ensinamento, conjuntamente, com as irrisórias práticas preventivas para combater o impasse. Segundo literário Paulo Freire, sem educação a sociedade não se modifica. Destarte, é necessários investimentos educacionais para reverter o cenário da criminalidade brasileira e atenuar a saturação do sistema carcerário.
Portanto, indubitavelmente, é imprescindível uma medida para transfigurar esse cenário repugnante. A fim de mitigar o entrave, é imensurável a magnitude da família, em consonância com a escola na fomentação da ética, moral e intelectual dos futuros adultos, podendo ocorrer mediante peças teatrais e dicções que visem contemplar a relevância da , assim como apresentar as consequências da criminalidade na nação, com o fito de despertar um senso crítico nos jovens a respeito da violação da lei, para que o Brasil disponha de um desenvolvimento sociável e disciplinado. Em harmonia com a tese Durkheimiana, em síntese, esse fato social será suplantado gradativamente na pátria brasileira.