Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 19/05/2018
Thomas morus, durante o renascimento cultural, propôs uma sociedade perfeita, porém inexistente, denominada ‘Utopia’. Mal sabia ele, que o título daria origem a um termo reconhecido até hoje, e que remete diversos elementos que regem o corpo social, dentre esses, o sistema carcerário. Tendo em vista o seu fracasso, o Brasil é o quarto país do mundo em relação à números de presos. Isso se deve, principalmente, a falha na proposta de reincidência, assim como a falta de uma base educacional.
É fato que o regresso do preso à cadeia é um fato a ser considerado. Na década de 90, o massacre ocorrido no presídio Carandiru provocou a atenção mundial depois que os presos sobreviventes relataram as condições precárias às quais estavam submetidos. Isso demonstra que o sistema carcerário é falho e proporciona um ambiente inóspito para vida, por conta de fatores como superlotação, higiene precária e ironicamente falta de segurança. Consequentemente, o estigma do revanchismo é instaurado na mente de muitos presos, fazendo com que a ressocialização dê lugar ao retorno ao mundo do crime.
Ademais, é inegável que a falta de uma base educacional faz com que a sociedade seja encaminhada para o retrocesso. Já dizia o pensador Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Dessa forma, países desenvolvidos como a Noruega apresentam taxas criminais muito pequenas, graças ao investimento em infraestrutura e conscientização do povo. Já no Brasil, as desigualdades sociais se fundem com a necessidade de renda financeira, sendo esse, o principal estopim para o mundo do crime. Por conta desses fatores, é necessário que o impasse seja olhado por outros prismas acima do preconceito e da generalização.