Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 21/05/2018
De acordo com Aristóteles,a política deve ser utilizada de modo que,através da justiça,o equilíbrio social seja alcançado.Esse pensamento,parece não ser compreendido ainda pelo governo,tendo em vista que há mais de 25 anos o Carandiru registrou o maior massacre penitenciário da história do Brasil,com 111 detentos mortos e atualmente ainda é visível a instabilidade do sistema carcerário no país.Logo,é evidente o descaso do Estado e o preconceito da sociedade ,dificultando a ressocialização dos presos. A princípio,é preciso analisar o descaso da sociedade com os ex-detentos.Segundo o ‘‘site’’ UOL, cerca de 57% da população acredita que ‘‘bandido bom é bandido morto’’.Diante disso,observamos que o preconceito é evidente e sua tendência é ganhar popularidade,que através das redes sociais,torna-se o reduto de declarações de apoio a essa violência.Nesse contexto,presenciamos que os ex-presidiários são tachados como seres inferiores,como ‘‘monstros’’,os quais acabam por serem rejeitados imediatamente pela sociedade,a qual transfere para o Estado toda a responsabilidade de ressocializa- ção,e o que acaba acontecendo é o que o indivíduo não possui estrutura psicológica e financeira,apenas é retirado do convívio social sem preocupar-se com as consequências deste ‘‘menosprezo’’ trará ao corpo civil.Portanto,resultando de alto grau de reincidência no mundo do crime. Paralelamente,faz-se necessário atentar para a displicência do governo com o sistema carcerário no país.Conforme o ‘‘site’’ G1,no Brasil,7 em cada 10 presos que deixam as penitenciárias,voltam ao crime.Nesse âmbito,destacamos o papel do Estado em garantir assistência ao preso,com o objetivo de prevenir o crime e orientar o retorno à convivência social.Na prática,porém,nota-se o fracasso das autoridades competentes em ofertar uma readaptação e uma reeducação,de modo que a superlotação,as rebeliões e as fugas sejam fatores que cooperam com a falta de políticas públicas para o crescente índice de reincidência criminal.Logo,há diminuição da qualidade de vida das pessoas. Diante desse quadro,é inegável a necessidade de maior desempenho do governo e das escolas para a melhoria do sistema carcerário e ressocialização dos presos no país.A fim de atenuar o problema,o Estado deve promover maiores investimentos nas penitenciárias,por meio de uma melhor estrutura,com a integração de uma equipe composta por psicólogos e assistentes sociais que atendam as necessidades psicossociais dos detentos,para que propicie um novo convívio social.Ademais,as prefeituras municipais,devem fornecer um projeto-político-pedagógico,que qualifique a mão de obra desses presos,preparando-os para a inserção no mercado de trabalho.Já as escolas devem elaborar oficinas educativas que conscientize os indivíduos que a ressocialização dos ex-detentos tem para o combate ao aumento da violencia.Assim,gera-se impacto calalisador no bem-estar das pessoas.