Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 03/05/2018

No país, uma realidade pouco comentada e poucas vezes lembrada pela mídia é a vida carcerária, ou seja, o que acontece nos presídios e casas de detenção brasileiras. Ao contrário do que se pode presumir, as prisões não estão cumprindo o papel de ressocialização e sim fortalecendo o crime.

A superlotação é um do principais fatores a serem analisados. Segundo o Infopen, o número de presos aumentou 168% de 2000 a 2014, indo muito além da capacidade fornecida. Esta condição faz com que o percentual de elevação de doenças seja bem alto, por conta da umidade, falta de higiene e pouca luz natural, facilitando a proliferação de bactérias e a contaminação. O uso de regime fechado mesmo quando há outras alternativas é muito comum, e deve ser evitado para não encher ainda mais as celas

Assim como a expectativa de vida despenca, a vontade de corrigir os atos também cai. Muitos dos presos são jovens negros de 18 a 29 anos, que cresceram em periferias, cercados pela violência e consideraram o caminho do crime mais “fácil’’. Ao se deparar com rebeliões, guerras de facções inimigas e a brutalidade durante o próprio cárcere, é bem provável que suas atitudes sejam ainda mais agressivas. A visão de um futuro melhor é deixada de lado, tanto por eles quanto pela sociedade, que apenas julga seu passado. O que deveria ser uma reabilitação social, se transforma em algo prejudicial.

Logo, com tantas deficiências no nosso sistema carcerário, precisamos voltar nossos olhos para os “filhos esquecidos da pátria”. O governo pode organizar projetos de orientação para que os jovens prefiram a educação às drogas e o crime, assim, evitando muitos futuros perdidos. A reinserção dos presos na sociedade são de extrema importância, para que este indivíduo não retorne aos velhos hábitos e se direcione para outros meios legais. Assim, não só seus corpos estarão livres, como suas almas também.