Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 23/05/2018

Na obra “Memórias do Cárcere”, o autor Graciliano Ramos, preso durante o regime do Estado Novo, descreve as péssimas condições higiênicas e a falta de humanidade vividas nesse tempo. Atualmente, o Brasil não se encontra mais em um período repressor mas, o sistema carcerário brasileiro ainda é visto como um símbolo de falta de dignidade e tortura. Desse modo, é importante rever o sistema social em que o detendo está inserido e tratar os possíveis problemas.

Primeiramente, a falta de infraestrutura e a proliferação de doenças, na maioria das prisões brasileiras, faz com que os detentos vivam problemas diariamente. Pode-se observar também, a superlotação e a deterioração das celas evidenciando a falta de investimento e o descaso do poder público. Ademais, Karl Marx mostra que “O homem é fruto do meio” porém, essa visão deve ser combatida para que haja uma reintegração do indivíduo na sociedade.

Entretanto, há instituições que visam a ressocialização do detento através da humanização. A APAC (Associação de Proteção e Assistência de Condenados) busca recuperar e integrar essas pessoas por meio do incentivo aos estudos e formação profissionalizante. Esse método apresenta uma notável melhora no comportamento dos presos nas cadeias e diminui as chances de o ex presidiário voltar a praticar crimes.

Fica claro, portanto, que o sistema carcerário brasileiro carece de mudanças. O governo necessita investir em expandir as penitenciárias para evitar a superlotação. Além disso, o Ministério Público deve ampliar a atuação de programas como a APAC nos presídios com o intuito de dar aos detentos oportunidade de reinserção na comunidade. O acesso à saúde é um direito de todos, logo é indispensável equipes médicas e a fiscalização desses cuidados, pelo governo. Assim, levando uma vida digna aos detentos.