Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 22/04/2018

‘‘Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras;o que importa é modificá-lo’’.O argumento do sociólogo alemão Karl Marx leva ao pensamento de que é preciso transformar o mundo.Nessa perspectiva,ao se discutir sobre as falhas do sistema carcerário brasileiro,torna-se fundamental compreender que tal situação,é reflexo desse modelo de coerção social que não tem sido guiado com intuito de ensinar aos indivíduos a como conviver em harmonia na sociedade.

Em uma primeira abordagem sobre esse assunto, percebe-se, que um dos principais problemas do sistema prisional, é relacionado a superlotação existente nesses sistemas de reclusão social que por ausência de investimentos governamentais,não possui estrutura suficiente para receber essa quantidade elevada de detentos.De modo análogo, é possível discorrer sobre a ineficiência dos projetos sociais realizados dentro dessas casas de detenção,visto que,grande parte dos indivíduos que passam por elas , acabam retornando .

Outro ponto relevante nessa discussão,refere-se a imensa liberdade da qual usufruem esses detentos ,como a facilidade em se conseguir um aparelho celular de dentro das celas ou ,até mesmo, uma arma branca.Desse modo, é possível inferir que Foucault estava certo ao afirmar que ,‘‘a visibilidade é uma armadilha’’, pois escancara o problema existente no modelo brasileiro de reclusão ,que se distancia do modelo do panóptico,considerado ideal,pelo motivo de proporcionar remorso no detento pela incerteza de estar tendo ou não seus atos observados.

É determinante então, para a desconstrução desse cenário, que o governo promova ações como o investimento em projetos de profissionalização dos presos, para que eles possam recomeçar com uma nova vida.Além disso, deve-se direcionar verbas para os presídios ,a fim, de fornecer ao cativo, um ambiente favorável para sua ressocialização, e evitar o fenômeno da superlotação.Com esse direcionamento de ações, acredita-se que possa haver uma diminuição de reincidência dos detidos.