Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 21/04/2018
Sistema Carcerário Brasileiro
O Brasil passa por um momento frágil em sua história, onde há muitos casos de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, políticos roubando dinheiro público, e o sistema carcerário, também foi afetado pelo momento em que o Brasil vivencia, em 1990 o Brasil tinha 90 mil presos, hoje são 607 mil, devido ao elevado número de infratores da lei grande parte das prisões sofrem de superlotação.
Presos em cima de outros presos, cela onde há capacidade de 25 detentos, mas ali vivem 70, se houver uma briga entre detentos, ou até mesmo gangues a única solução é os policiais intervirem com armas de fogo, e mesmo assim tem chances de perderem o controle sob os presos e virar um caos maior do que já é vivenciado dentro das selas.
Hoje o país tem capacidade de aprisionar 371 mil pessoas, ou seja, há um déficit de 250 mil vagas. Não tem separação de presos pela gravidade do crime, por exemplo, uma pessoa que estuprou uma mulher pode ser companheiro de cela de uma pessoa que foi vista pela polícia com 0,6 gramas de maconha, e este mesmo indivíduo que foi aprisionado por um pequeno delito, terá contato com facções criminosas que podem levá-lo para um caminho pior.
Uma possível solução pode ser o aumento de penas alternativas ao encarceramento. Se fosse efetivado, muitos criminosos de baixa periculosidade não teriam contato com facções criminosas. Outra alternativa seria se fossem separados os presos provisórios de condenados e, entre os condenados a separação de celas pela gravidade do crime realizado.
É difícil encontrar uma solução convicta para o sistema prisional brasileiro, pois há muita desigualdade social, se uma pessoa que mora num condomínio de luxo é visto com 1kg de maconha, muitos políciais ou juízes passam “vista grossa”, mas se avistam um negro, pobre com 0,6 gramas de maconha é motivo de prisão perpétua.