Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções
Enviada em 20/04/2018
Os problemas e a falta de soluções
Dentre os muitos problemas que o Brasil está enfrentando agora, um deles é a situação caótica no sistema judicial e carcerário. O quadro de hoje é de praticamente todos os presídios estarem superlotados, por exemplo, em uma unidade que foi construída para 700 detentos, hoje está com quase o dobro ou mais da sua capacidade.
Há muitas ocasiões e muitos fatores que culminam para essa situação. Citando a falta de estrutura político-administrativa de construir mais presídios e também falta de coerência no sistema penal em aplicar as leis.
Para construirmos um raciocínio lógico, vamos começar do começo: o que leva uma pessoa a cometer algum crime? Existem inúmeras respostas, tais como envolvimento com já criminosos ou até mesmo falta de dinheiro (não generalizando). Assim que a pessoa comete o crime, ela se torna um cidadão infrator, e isso guia-nos ao próximo passo, que seria a detenção deste cidadão. Após isso, o cidadão é julgado pelo seu crime, e mandado para o sistema penal, que supostamente deveria aplicar uma pena ao infrator. Entretanto, o cidadão infrator vai para prisão, ou como dizem as gírias dos detentos e ex-detentos: “vai para a escola”, e lá, ao invés de ser punido pelo que fez e se reabilitar, ele aprende e é incentivado a praticar mais crimes.
A razão disso é simples e única, faltam soluções. Por soluções pode-se entender muitas coisas, como por exemplo, criar penas realmente efetivas, com o intuito de reabilitar e melhorar o cidadão, construir mais presídios que tenham separação por crimes, realmente punir os detentos pelo que foi feito. E com punir, existe a possibilidade de fazê-los trabalharem, como construir ou reformar prédios públicos ou talvez construir estradas.
Enfim, as soluções não são absurdas, nem complicadas, muito menos fora de alcance. Um cidadão que comete um crime, deve pagar pelo que fez por meio de algum serviço que gere lucro ao país, e se reabilitar. A cadeia não deve ser agradável, nem “escola” como é hoje, aos presos.