Sistema carcerário brasileiro: problemas e soluções

Enviada em 18/04/2018

Quando se fala em Sistema Carcerário Brasileiro, as primeiras coisas a vir na mente são os problemas nos presídios e as condições onde os presidiários se encontram. A superlotação das celas, e com isso, as epidemias, violência, etc. Aquelas pessoas estão lá por um motivo sim, porém, é um assunto que não devemos ignorar.

Falar dos direitos humanos em nosso século se tornou um tabu, a maioria das pessoas usa argumentos como “bandido bom é bandido morto” para defender que o alimento oferecido nos presídios, as condições sanitárias, entre outros, são apenas “merecimentos” daquilo que fizeram aqui fora, o que resultou eles estarem lá dentro.

“Número de detentos no País dobra em 10 anos e atinge 607 mil presos. Cerca de quatro em cada dez presos ainda não passaram por julgamento”. “Brasil possui a quarta maior população prisional do mundo”. Essas são estatísticas que assustam. Pessoas soltas aqui fora, que devem pagar pelos erros, e pessoas, algumas, inocentes sem o direito de se defender.

Voltando a falar sobre a superlotação das celas, basicamente é o exagero de pessoas dentro de um quarto que não suporta nem metade dos detentos que se encontram ali. A análise de que o pouco espaço que existe pode gerar desentendimentos, ou pior, brigas físicas, é um fato. Se uma pessoa possui problemas de saúde contagiosos, todos são infectados.

Devemos dar a vez e a voz para aqueles prejudicados da história, aqueles que não tem o direito de se defender, nem um advogado para defendê-lo, podendo dar espaço, para quem é um criminoso de fato, estar lá dentro. Não devemos condenar aqueles que entram por engano dos outros, ou que saem quando pagam a pena, todos merecem outra chance.

A falta de organização gera a falta de espaço, a falta de saúde, a falta de direitos. São necessárias as construções de novos presídios com a segurança e cuidados dobrados. É necessário não generalizar, ao invés de julgar aqueles que se encontram juntos dos culpados de verdade, vamos ouvir mais, ao invés de agir por impulso, e destruir a vida de alguém.