Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 26/10/2021
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), Síndrome de Burnout é resultante do esgotamento físico e mental relacionado ao trabalho. Atualmente, essa doença tem ganhado espaço na sociedade devido às novas tendências comportamentais do profissional além de ser intensificada pelos avanços tecnológicos.
Em primeiro plano, deve-se observar a evolução das relações sociais relacionadas ao trabalho e as consequências que isso implica a saúde mental. Sob essa ótica, podemos analisar a obra “Sociedade do Cansaço” do sociólogo Byong Chul Han, o qual fala que estamos passando por uma mudança social em que saímos da “sociedade do dever” para a “sociedade do desempenho”, de forma que o sentimento de obrigatoriedade das relações anteriores é substituído por uma busca incessante de superação, levando-o a exaustão física e psicológica. Dessa forma, a falta de controle sobre a autocobrança excessiva torna-se maléfica à saúde podendo desencadear transtornos como a Síndromes de Burnout e depressão.
Ademais, apesar de impulsionar a cadeia produtiva, a tecnologia atrelada ao trabalho exige mais energia do colaborador, o que pode ocasionar a exaustão deste. Isso pode ser comprovado comparando a invenção da lâmpada, durante a Revolução Industrial, que proporcionou a independência da luz do dia como fator limitante para a jornada de trabalho. Fato esse, que apesar de ampliar a produção, aumentou a carga horaria de trabalho, diminuindo a qualidade de vida do funcionário. Analogamente, nos dias atuais, a internet proporciona uma liberdade espacial para os profissionais, permitindo trabalhar de lugares remotos, mas, em contra partida reduz a percepção do pessoal com o profissional, o que dificulta o descanso deste. Assim, se não houver um equilíbrio entre profissional e pessoal, a probabilidade de esgotamento profissional é altíssima.
Portanto, ações para minimizar os casos de Síndrome do Esgotamento Profissional devem ser colocadas em prática. De início, deve o Ministério da Saúde informar sobre os cuidados, sintomas e consequências da doença, por meio de campanhas e publicidades em redes sociais, como o Instagram, a fim de educar e conscientizar a população para que esta possa se precaver ou cuidar de forma adequada da doença. Além disso, devem os empregadores estabelecer limites para os profissionais, já que esses estabelecem as regras, por intermédio de meios de interação tecnológica exclusivos da empresa, como e-mails e telefones empresariais, os quais só terão acesso durante o horário de trabalho, e dessa forma, estabelecer um equilíbrio entre o pessoal e profissional e consequentemente reduzir a exaustão dos colaboradores.