Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 01/07/2024
Na animação “Moriarty: o Patriota” é retratada uma crítica à sociedade de classes, em que as mazelas sociais são consequências do comportamento do povo. De maneira análoga, tal conjuntura é retratada no país ao se analisar a segregação das classes sociais no Brasil, a qual é um problema resultante da displicência populacional diante do tema. Desse modo, constata-se um impasse motivado não só pela negligência estatal, mas também pela desigualdade social.
Primeiramente, a má formação é mais um agravante da segregação de classes sociais. Nesse sentido, segundo o pedagogo Paulo Freire, “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”. A premissa sobredita aplica-se no contexto brasileiro, pois parte da população, devido ao ensino lacunar, age sem consciência da “camarotização” — segregação social —, ocasionando a desigualdade social, evidenciando as diferenças de classe enraizadas na sociedade. Dessa forma, por uma falha dos educandos, a problemática perdura no país.
Por conseguinte, a mídia, conforme apontado pelo sociólogo Pierre Bourdieu, não deveria converter-se em um instrumento de violência simbólica, especialmente considerando seu papel na promoção da democracia. Contudo, em vez de instruir a população sobre as consequências da segregação de classes, faz é alienar a sociedade mediante conteúdos empobrecidos que não enfatizam a falta de políticas públicas quanto à “camarotização”, visto que a tendência dos mais ricos é segregar-se, evidenciando a discrepância social. Diante disso, é notória a desigualdade de classes no país, dado que os 10% mais ricos no Brasil ganham quase 59% da renda nacional total.
Portanto, faz-se imprescindível a tomada de medidas resolutivas quanto à segregação de classes sociais no Brasil. Para isso, compete ao Governo Federal, através do Ministério da Educação, desenvolver políticas educacionais inclusivas, com intuito de promover a igualdade de oportunidades, por intermédio da implementação de cotas sociais e programas de financiamento estudantil, a fim de reduzir as disparidades socioeconômicas. Por fim, com essas ações, pode-se ter uma nação diferente da citada na animação.