Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 23/09/2021

O filme “O Preço do amanhã” é uma distopia onde a forma de pagamento de tudo é o tempo, esse sistema concentra a riqueza nas mãos das pessoas ricas e muitos trabalhadores vivem em locais miseráveis. No entanto, a ficção não é diferente da realidade, uma vez que grande parte da população encontra-se em situações degradantes. Dessa forma, é evidente que a problemática cresce não só devido ao Governo precário mas também ao sistema econômico.

Em primeiro lugar, cabe analisar a ausência de medidas governamentais para combater a segregação espacial. Segundo Thomas Hobbes, o Estado deve eliminar as condições de desigualdade, e assim, promover a coesão social, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Diante disso, muitos indivíduos não conseguem ter qualidade de vida como moradia adequada, educação de qualidade e saneamento básico.

Além disso, o sistema econômico também pode ser apontado como promotor do  problema. Em 1888, no período da abolição da escravatura, os escravos libertos não tinham moradia e construíram abrigos onde encontra-se as favelas. Consequentemente, a falta de auxílio e a concentração de dinheiro nas mão dos ricos contribuiu para o aumento da divisão entre as classes.

Portanto, conclui-se que medidas severas devem ser tomadas para evitar o crescimento da segregação urbana. É necessário que o Governo invista nas periferias através da melhoria do saneamento básico, construção de escolas e melhora do ensino, com o intuito de diminuir a diferença entre os grupos, visando uma realidade distinta do filme “O Preço do amanhã”.