Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 15/09/2021
A ’’ segregação ’’ não é um fenômeno recente na história do Brasil. Algumas várias períodos, autores como Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda abordaram em suas obras estabelecidas de privilégios vividos pelas famílias que definidas como as melhores condições financeiras. A divisão entre classes sociais não é uma ação benéfica à sociedade que deseja ser cada vez mais justa, pois ela fere os princípios básicos da democracia, entre os quais a igualdade se inclui.
Com isso, um novo apartheid, dessa vez social, tem cada vez mais ficado em evidência. A recusa em dividir espaços, principalmente os públicos, ajuda na construção do muro da segregação social. Em 2014, um grupo de moradores de Higienópolis, bairro de classe média alta de São Paulo, resistiu em aceitar que fosse construída uma estação de metrô. Um dos argumentos argumentados por aqueles que eram contrários à obra era de que estavam com medo de uma ’’ invasão de pessoas mais pobres ‘’.
Não bastasse isso a desigualdade tem gerado tantas outras disparidades. Enquanto que possuem as melhores condições financeiras têm acesso a serviços de qualidade, tais como saúde e educação, uma população carente sofre para suas necessidades básicas supridas. A Constituição Brasileira preconiza que todos são iguais perante a lei, no entanto, o Estado não garante, de maneira satisfatória, igualdade a todos, o que contribui ainda mais para a disseminação dos contrastes.
Torna-se evidente, portanto, que a realidade da segregação social obtida por Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre ainda é uma problemática atual. Para alterar tal ideia, é preciso a intervenção do setor público a fim de garantir as melhores condições às classes mais baixas, promovendo sua ascensão social, como também garantir seus direitos perante a lei. Ademais, os cidadãos devem ser mais ativos politicamente, com o intuito de assegurar uma sociedade mais harmônica e igualitária, na qual todos podem usufruir dos mesmos privilégios, sem que haja nenhuma distinção.