Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 01/06/2021
Em 1937, o escritor brasileiro Jorge Amado, através da obra ‘’Capitães de Areia’’, mostrou a vida de adolescentes marginalizados que viviam nas ruas de Salvador e eram menosprezados pelas autoridades e pela população. Portanto, essa realidade é destacável no cenário atual brasileiro, visto que a segregação das classes sociais no Brasil é um problema a ser discutido, ocasionada pela falta de convívio social entre pessoas de diferentes classes sociais e o sistema capitalista.
Primordialmente, destaca-se o pensamento do filósofo Karl Marx, o qual diz que a sociedade é condicionada pelo seu modo de produção, ou seja, o capitalismo impõe as relações entre classe dominante e dominada. Assim, a segregação daqueles com pouco poder aquisitivo é inevitável, visto que o sistema capitalista prioriza o sistema econômico, isto é, o poder de compra é supervalorizado, pois, tudo está voltado ao consumo e ao lucro. Dessa forma, o lazer, por exemplo, está relacionado a jogos de futebol, ocasionando a divisão entre classes, já que nem todos são privilegiados financeiramente para acessá-lo.
Outrossim, aponta-se a falta de convívio social entre pessoas de diferentes classes, pois as realidades de vida delas são divergentes, devido ao poder aquisitivo, por exemplo. Assim, as variadas realidades comprometem a percepção comum pelo indivíduo, inserindo os de classes altas em uma bolha social, acreditando serem superiores devido ao privilégio financeiro. Ainda, existem polos urbanos, ou seja, as populações de situação financeira semelhantes vivem junto, assim, as classes sociais estão divididas e nem todos estão acostumados com o diferente. Dessa forma, o sujeito cria as próprias crenças e tolerâncias por estar acostumado em apenas um grupo social, criando o autoritarismo em relação às outras classes, ao exigir respeito e não respeitar os outros.
Desse modo, deve haver uma intervenção diante desse cenário. Destarte, o Ministério da Cultura deve criar um órgão específico para o auxílio no combate contra a segregação das classes sociais, através da criação de eventos e palestras, em espaços públicos, como praças, relacionados à assuntos que ambas classes sociais se interessem. Sendo assim, eles estarão frequentando o mesmo ambiente com o intuito de entrarem em contato e perceberem que as pessoas não devem ser julgadas pelo privilégio financeiro.