Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 13/04/2021
No século 21, o processo de segregação das classes se tornou algo recorrente. Com isso, criou-se o conceito de “camarotização”, onde pessoas que possuem uma maior quantidade de Capital acumulado passam a exigir privilégios por se sentirem superiores. Porém, muitas dessas pessoas não têm consciência de que este fenômeno pode afetar ambas as divisões sociais.
Em consequência dos privilégios dados as pessoas mais ricas, é possível enfatizar problemas democráticos como a banalização de bens públicos, que passam a receber menores cuidados ou até serem abandonados em alguns casos. Isso faz com que lugares que se tem como principal objetivo o consumo, como shoppings e outros estabelecimentos, passem a ser mais valorizados, além de se criar um padrão preconceituoso com relação a qual pessoa tem mais aptidão para frequentar determinado local, sendo ele público ou privado.
Na contemporaneidade, com o menor convívio entre as classes, muitos cidadãos que antes tinham uma maior experiência de mundo e conheciam as famosas “manhas” ou o “jeitinho brasileiro”, se tornaram mais ingênuos e despreparados quanto às questões básicas de relações sociais. Em resumo, os que são vistos como beneficiados perdem a oportunidade de viver uma cultura diferente que foi criada a partir dessa separação, vivendo assim apenas a suas próprias realidades.
Portanto, para que se resolva o problema da realidade tratada, é importante que se desenvolva uma nova política feita pelas entidades de controle social, visando à extinção de avaliações com base nos estigmas, como aparência ou renda. Além disso, é preciso que o governo crie políticas públicas que visem a melhor distribuição da renda de acordo com a necessidade da população, como fez a Bolsa Família. Ademais, o ministério da educação deve promover ações que promovam o ensino sobre a pluralidade socioeconômica no Brasil, com campanhas e palestras contra intolerância social.