Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 18/05/2020
“A cidade não para, a cidade só cresce, o de cima sobe, o de baixo desce”. Esse trecho da música de Chicho Science retrata bem o Brasil. Um país, que cresce cada vez mais do ponto de vista econômico e urbano, mas que também só aumenta a sua desigualdade social. E, é necessário entender os efeitos dessa disparidade e como ela atinge os brasileiros.
Um claro exemplo dessa desigualdade, reflete-se na concentração de renda do país. Isso, é confirmado no recente relatório do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), em que mostrava que 1% da população do país concentrava 43,2% de toda renda nacional. Dados terríveis, mas que são facilmente comprovados, basta olhar a cidade mais famosa do Brasil, o Rio de Janeiro. Alguns bairros da cidade mais parecem ilhas de riqueza, com prédios luxosos cercados de um mar de pobreza, composto por morros e encostas que abrigam milhares precariamente.
Além do já citado, um dos efeitos mais imediatos da desigualdade, é a violência. E essa, é uma constante na vida dos brasileiros. Segundo, dados de uma pesquisa feita pelo Instituto Igarapé, o Brasil em 2016 foi o país que mais registrou homicídios no mundo. Com toda certeza, todos são afetados pela violência. No entanto, “o de baixo” sofre muito mais, ainda na mesma pesquisa contatou-se que cerca de 85% desses homicídios ocorrem em comunidades de baixa renda.
Diante dos exposto, infere-se que o Estado precisa atuar contra essa desigualdade. Mas como fazer isso? Investindo na infra-estrutura de escolas e melhor remuneração de professores e funcionários. Mas como só educação modificaria tudo que foi relatado anteriormente ? É tudo um ciclo, o jovem não tem acesso à educação, não consegue um bom emprego, é mal remunerado, tem baixa qualidade de vida, é obrigado a morar em favelas, seus filhos são condenados a mesma realidade e como consequência acabam sendo levados a violência, criminalidade e sub-empregos. Logo, se você oferta boa educação, ele poderá ter bom emprego, bom salário, melhor qualidade de vida. “o de baixo” poderá subir.