Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 06/05/2020
A segregação social no Brasil é um dos maiores desafios que a sociedade contemporânea enfrenta. A sociologia, inclusive, surge dos desafios oriundos da revolução industrial, visando compreender os aspectos sociais e a maneira desumana pela qual o trabalhador era tratado pelos proprietários dos meios de produção. Assim, nasce a indagação do quão eficaz estão sendo as medidas direcionadas às pessoas à margem da sociedade brasileira.
A constituição brasileira vigente, do ano de 1988, fora elaborada levando em consideração os princípios da Declaração dos Direitos Humanos, criada em 10 de dezembro de 1948, cujo propósito, entre outras coisas, é propiciar uma sociedade igualitária. Entretanto, por mais que, na teoria, todos os cidadãos brasileiros tenham os mesmos direitos e acesso à saúde, educação e uma estrutura propícia para sanar suas necessidades mais básicas, na prática o indivíduo se depara com um processo de segregação crescente por mais que as condições econômicas da população, em um modo geral, esteja em constante evolução. Muitos aspectos podem ser analisados em dada situação; como o materialismo exacerbado das indústrias conforme mencionado por Karl Marx, concomitantemente com uma cultura de consumo que visa expor, cada vez mais, items supérfluos para seus consumidores com o único propósito de elevar o famigerado “status” social, e até mesmo políticas públicas que vão de encontro com as medidas propostas pelos políticos eleitos.
Portanto, levando em consideração os valores que enaltecem os menos privilegiados como vista na supramencionada Declaração dos Direitos Humanos, essa por sua vez que, resgatou os princípios da Revolução Francesa, cabe ao Estado propiciar programas sociais que visem a ascensão dos menos favorecidos e que, de forma conjunta com ONGs e meios publicitários, possam demonstrar de forma contundente e concisa a maneira pela qual um cidadão comum possa, tal-qualmente, prestar apoio ao próximo. A Fundação Malala, por exemplo, possui a missão de propiciar educação a todas as garotas do mundo. Sua fundadora, Malala, é uma ativista política paquistanesa que luta por esta causa desde sua tenra idade. Além da fundação desempenhar um papel ativo no Brasil, enaltecer tais princípios em meio público pode servir de inspiração para muitas causas similares.
Assim, é de uma clareza hialina a necessidade de uma ação concomitante por parte dos principais meios públicos em prol dos mais necessitados. A segregação só tende a aumentar a medida que valores materiais e o lucro como única métrica passa a ser o objetivo em uma sociedade capitalista contemporânea. Finalmente, é de suma importância que haja essa mixórdia de medidas sociais para que os resultados sejam perenes à curto, médio, e longo prazo.