Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 16/05/2020
A Constituição Federal Brasileira, em seu artigo 5º, assegura a todos os brasileiros vários direitos, entre eles está a igualdade. Na teoria, o constituinte de 1988 buscou garantir que pessoas, independentemente de raça, cor, sexo, idade, orientação sexual ou renda, por exemplo, tivessem acesso, de forma semelhante, a direitos considerados básicos e fundamentais. Todavia, na prática, observa-se que ainda há várias estratificações na sociedade e que as camadas inferiores são marginalizadas, já que a elas são prestados serviços de qualidade inferior, ou, às vezes, sequer existe prestação.
Segundo dados do IBGE, em 2017, 50 milhões de brasileiros viviam na linha da pobreza. Dessa forma, uma quantidade considerável da população brasileira, ainda sofre com os males da desigualdade social. Esse problema tem várias origens, como má gestão de recursos públicos, corrupção, distribuição de renda desigual e não investimento em área fundamentais - como saúde, lazer, educação. Dessa forma, o poder público é um agente importante desse caos social, pois ele deve intervir para que haja redução desses índices.
Ademais, várias são as consequências para quem está na parte de baixo dessa pirâmide, pois são as que mais sofrem com os problemas originados por esses índices desiguais - fome, desemprego ou subempregos, mortalidade infantil ou doenças são alguns exemplos. As medidas tomadas pelo poder público ou sociedade em geral, ainda são ineficazes para resolver esses problemas, pois ao longo do tempo, a desigualdade social tem se ampliado.
Destarte, os vários agentes da sociedade e do estado devem intervir diretamente e de forma eficaz para que esses números sejam equilibrados. Logo, o poder público deve ampliar o número de benefícios sociais para a parte mais pobre da população, garantindo, assim, uma renda melhor para ela. Além do mais, os serviços públicos ofertados por governantes devem ser de alta qualidade para que seja possibilitado acesso equânime às oportunidades, influenciando diretamente no bem estar geral. Não obstante, a sociedade deve agir em conjunto para buscar a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades, possibilitando, assim, uma vida mais digna ao ser humano, independente de sua condição social.