Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 05/05/2020
De acordo com Bauman, a sociedade moderna é baseada no consumo, isto é, o dinheiro é o percursor tanto da felicidade quanto da tristeza dos cidadãos, levando todos ao individualismo. Nesse contexto, o individualismo leva as pessoas a consumirem até mesmo a segregação social, visto que as classes demonstram-se cada vez mais distantes umas das outras por meio dos espaços e direitos exclusivos que o dinheiro proporciona.
A esfera pública, através de sua precariedade, possui o poder de provocar um afastamento daqueles que têm condições de pagar versões privadas do mesmo serviço. A partir desse processo, abre-se margem para que a iniciativa privada imponha preços exorbitantes, gerando monopólios. Um exemplo são os hospitais: enquanto pobres morrem com atendimento precário, os ricos vivem por meio do acesso à boas clínicas e profissionais, criando um ciclo no qual as empresas particulares possuem a liberdade de escolher quem pode viver ou não no país, já que detém investimentos muito maiores que as públicas.
Ainda, é importante salientar que programas como o SUS (Sistema Único de Saúde) devem ser direcionados para todos os brasileiros, sem distinção econômica. Logo, o serviço público deve ser suficientemente bom para todas as classes sociais usufruírem igualmente, pois somente dessa forma faz-se possível alcançar uma equidade de direitos entre as classes, diminuindo o atual abismo que rege as relações entre os marginalizados e os privilegiados do país.
Diante dos argumentos mencionados, é necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça, diminua a burocratização da criação de empresas públicas tais como escolas e hospitais, para que assim a concorrência com o setor privado seja justa, já que o excesso de monopólios provoca o desuso de espaços que devem ser utilizados por todos. A partir dessa ação, é esperado que os serviços públicos tornem-se efetivamente universais.