Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 06/05/2020
Na sociologia, o estudo da segregação social é definida como uma separação espacial (geográfica) de um grupo de pessoas. Com a consolidação do capitalismo como sistema econômico há alguns séculos, a sociedade passou a ser dividida em basicamente duas classes: a dos trabalhadores. Essa divisão da sociedade imposta pelo capitalismo provoca uma significativa desigualdade social.
As desigualdades sociais são motivos de discriminação muito comuns em sociedades capitalistas. A diferença de poder aquisitivo tem a capacidade de separar grupos, fazendo com que classes economicamente mais ricas ocupem regiões distintas daqueles que vivem em condições de pobreza. Nos grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, existe um grande número de favelas, no qual, muitas vezes, as moradias são construídas em locais inapropriados, o saneamento básico é precário ou inexistente, o acesso à educação e aos serviços de saúde é mais restrito. Por outro lado, nessas mesmas cidades, existem diversos bairros de luxo, com saneamento básico eficiente, sistemas educacionais privados, excelentes atendimentos de saúde.
Além da segregação relacionada ao poder econômico, é muito frequente também a segregação social devido à raça. O melhor exemplo de segregação racial no mundo é o Apartheid, um regime racista imposto à população negra pela minoria branca da África do Sul. Sendo fruto das desigualdades e da segregação, surge a exclusão social, que pode ser definida como o extremo da marginalização. Os grupos socialmente excluídos são privados de praticar seus direitos básicos como cidadãos, vivendo em situações de pobreza extrema, de falta de moradia, de desemprego, de má distribuição de renda, de falta de acesso à educação e à saúde e de analfabetismo.pessoas de uma determinada raça são proibidas de frequentar locais públicos, como escolas, clubes, restaurantes e outros ambientes de lazer.
Em vista disso, o contexto de desigualdades existente não só no Brasil, mas no mundo como um todo, mostra a necessidade de uma reestruturação, que seja capaz de corrigir essas divergências econômicas e sociais, a fim de inserir os grupos socialmente excluídos tanto pela raça quanto pelo baixo poder aquisitivo. Além disso, o Governo pode ajudar no desenvolvimentos das classes periféricas auxiliando com cursos(culinária, artesanato, manicure) para que elas possam progredir socialmente.