Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 06/05/2020
No Rio de Janeiro, século XIX, o prefeito vigente declarou uma reforma, no centro da cidade, com intuito de extinguir os cortiços existentes. A favelização deu início, então, a uma nítida segregação de classes no Brasil, a qual perdura, de maneira mais acentuada, no século XXI. É notório os problemas causados pela exclusão social; entre eles encontram-se a alienação dos mais ricos e a saúde inferior dos mais pobres.
A convivência de diferentes tipos econômicos de pessoas é essencial para o pleno entendimento da realidade do país, no entanto, infelizmente, o quadro brasileiro não é esse. Escolas particulares, hospitais particulares, condomínios, lazer pago, tudo contribui para que a classe economicamente favorecida se feche em uma bolha social. As consequências da alienação são extremamente preocupantes, por causar uma visão distorcida da realidade e a intolerância com o diferente, o que explica, de certo modo, a sociedade preconceituosa, por não exercitar a empatia.
Além disso, de acordo com a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, os mais pobres tem uma menor expectativa de vida quando comparados aos mais ricos. Isso deve-se a discrepância do sistema de saúde público em relação ao particular, o que fere a democracia e os direitos básicos do cidadão. Paralelamente, a falta de tempo para cuidar da saúde, por intermédio de exercícios físicos e exames médicos gerais, junto com a ausência de informação sobre alimentação saudável, também acarretam a morte precoce.
A segregação das classes no Brasil, portanto, gera, além de outros problemas, a visão limitada da atualidade e a diferença da esperança de vida das camadas sociais. Com isso, as escolas particulares devem organizar visitas anuais a orfanatos e bairros carentes com a intenção de ajudar e conscientizar sobre as diferenças. Junto disso, o Ministério da Saúde deve expandir a Medicina da Família e da Comunidade para auxiliar na prevenção de doenças com visitas mensais aos grupos familiares e o ensino sobre hábitos saudáveis.