Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 05/05/2020
Durante o período de crescimento do Brasil, a divisão de classes se dava por meio da posse de terras, ora com engenhos, ora com as datas -lotes de mineração- tal prática se estendeu até as forças do capitalismo chegarem às terras brasileiras. Quando ocorreu, a nova forma de escalonamento social era o dinheiro propriamente dito. Dado isso, cresce uma preocupante repetição histórica com diferentes formas de segregação, a qual ainda ocorre, no Brasil, nos dias atuais e deve ser minimizada ao máximo.
No livro de Lebrun ’ O que é o poder?’, o autor responde a pergunta do título recorrendo a filósofos de todos os tempos, sendo possível notar a unanimidade da conclusão: nenhuma sociedade é capaz de se estabelecer sem uma forma de domínio sobre ela. Porém, o poder que rege uma nação pode muitas vezes colaborar com a diferença de classes quando visa favorecer os mais ricos com finalidade e interesses próprios ou, ao não oferecer boas condições nos recursos públicos, isso gera a necessidade de privatizações na educação e saúde e aumenta as diferenças coletivas dos espaços físicos.
É evidente que o mundo ocidental é em sua maioria capitalista, e esse fato envolve uma cultura única, que prega o ’ter’ como o real ‘valor’. As consequências disso envolvem o aumento da ideia de desigualdade como algo cotidiano e comum, e torna a luta contra esse problema, banal. Somado à isso o real desprezo pela sociedade com pessoas que possuem menos dinheiro ou bens pessoais, pode gerar bullying em escolas, doenças depressivas e sentimento de inferioridade.
Dado o exposto, são necessárias medidas para combater esse problema social, é, em primeiro lugar de responsabilidade do Estado tornar os lugares públicos de boa qualidade a fim de não haver segregação física dos espaços. Também, por meio de ensinamentos já na infância, é preciso substituir o conceito do poder por meio dos bens pela igualdade pautada nos seres humanos, e não no que o dinheiro individual é capaz de comprar. Assim sendo, é possível construir um mundo menos desigual.