Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 05/05/2020
A história, muitas vezes, assume valor prático na atualidade. A coragem dos marinheiros portugueses do século XV, por exemplo, fomentada pela obra ``As Viagens de Marco Polo´´, deve servir de referência para as autoridades investirem em uma proposta inovadora que vise, de fato, solucionar a segregação de classes no Brasil. De certo, a persistência desse problema condena a sociedade à irracionalidade e se relaciona ao paradoxo entre capitalismo naturalmente desigual e governo inobservante não assistencialista.
Antes de tudo, é fundamental entender que uma sociedade de classes é, certamente, pré requisito para o funcionamento do capitalismo. À título de exemplificação, essa constatação revela que para os Estados Unidos e a China serem as maiores potências econômicas mundiais, é necessário que a África Subsaariana, o Níger e outros países sobrevivam miseravelmente. Fora da esfera global, contudo, a elite econômica das pequenas sociedades deseja se tornar cada vez mais abastada, para isso, segregando os menos favorecidos de oportunidades de ascensão social, corroborado pelo ideal do Socialismo Científico de Karl Marx.
Entretanto, é utópico almejar uma sociedade de igualdade perfeita, o fundamental é promover isonomia, propiciar uma meritocracia justa e destruir a camarotização. Nesse sentido, o fato de o modelo educacional francês proporcionar ensino básico gratuito e obrigatório a todos mostra, na verdade, um exemplo de inclusão que reduz o abismo entre as diferentes classes e promove oportunidades de ascensão social. Além disso, essa citação exprime e comprova a importância de governos operantes para extinguir a camarotização da elite sobre a classe menos favorecida, uma vez que ``o objetivo principal da política é criar amizade entre os membros da cidade´´, segundo Aristóteles. Nesse sentido, nota-se que o Estado brasileiro é inoperante, pois adota medidas convenientes acerca de uma coalizão com a elite e banaliza a população humilde, quando não investe em logística dos recursos públicos, como saúde e educação, e, incoerentemente, evolve-se em roubos de dinheiro público.
Portanto, para reduzir a camarotização desde a juventude e possibilitar oportunidades igualitárias de profissão, é urgente que o governo dê oportunidade para alunos de famílias humildes estudarem em escolas de ensino básico particulares, por meio do financiamento da mensalidade dessas instituições privadas e da exigência de comprovação de baixa renda para participar do programa. Enfim, a coragem do agente é fundamental para solucionar as adversidades, similarmente, como Marco Polo enfrentou grandes distâncias para chegar à China e comandou a guerra de Gênova contra Veneza em 1295.