Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 04/05/2020

A segregação social no Brasil é algo enraizado na sociedade na população brasileira. À vista disso, a segregação se torna evidente quando analisadas a saúde e educação públicas em comparação às particulares. por isso, há  a necessidade de debater acerca da segregação das classes sociais no Brasil.

Tendo em vista a realidade do sistema educacional no Brasil, se faz clara a segregação  social na educação. Nesse sentido, isso se evidencia pelo fato de que as vagas em escolas públicas são ocupadas majoritariamente por jovens de baixa renda. Isso é sustentado visto o alto número de escolas particulares e suas mensalidades de alto valor, as quais somente famílias de maior poder aquisitivo podem pagar. Diante disso, segundo o censo de 2015, apenas 8,6% das escolas públicas contam com laboratório de ciências. logo, isso causa uma segregação educacional e consequentemente uma segregação social.

além disso, a segregação social não é vista apenas na educação, mas também na saúde. É o caso do Sistema Único de Saúde (SUS), o qual é conhecido por suas extensas filas de espera para atendimento. Não obstante, enfrenta problemas estruturais como a falta de leitos e equipamentos básicos. Então, isso é evidenciado pelo número de denúncias ligadas à falta de leitos hospitalares. Desse modo, o Hospital Conceição, de Porto Alegre, é exemplo disso, uma vez que pacientes doentes dormem em cadeiras devido à falta de camas hospitalares. Mas, nos hospitais particulares particulares a realidade é outra, há quartos particulares e atendimento 24 horas se necessário, mas isso custa um alto valor mensal.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação, a fim de igualar escolas publicas à escolas particulares e fornecer uma educação igualitária a todos, melhorar as estruturas das escolas, por meio de investimentos na compra de materiais e em reformas estruturais, como a criação de laboratórios e quadras esportivas. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, a fim de fornecer um tratamento de saúde digno a todos, fornecer ambientes hospitalares de qualidade, por meio da construção de novos hospitais e, consequentemente, o número de leitos e também a contratação de novos funcionários da saúde, para suprir a necessidade de todos os pacientes. Por fim, teria como consequência uma maior igualdade social no Brasil.