Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 04/05/2020
Juntamente com o aumento da densidade populacional e com as crises de corrupção na politica, nos últimos anos, é possível perceber a precariedade do sistema estatal brasileiro, tal fato acarreta em uma continua segregação física das classes econômicas, na qual os mais afortunados prevalecem longe dos ambientes onde os mais pobres vivem, por possuírem condições para se manter fora do sistema. Nesse sentido esse segregamento é prejudicial à democracia, mas pode ser, ao mesmo tempo, revolucionário.
Segundo a filosofia de Emile Durkheim, os fatos sociais influenciam severamente os indivíduos de uma sociedade, dessa forma a convivência entre uma classe economicamente favorecida e outra não é essencial para o entendimento das necessidades politicas de ambas as classes. Hoje em dia, entretanto, no Brasil é visível que, por exemplo, as escolas publicas são frequentadas majoritariamente por classes pobres e sem recursos suficientes para bancar uma mensalidade de escola particular, sendo assim o convívio é minimo entre as crianças afetadas e as não.
Não obstante, tal contexto segregacionista gerou um grande sentimento de revolta no povo, findando na criação do partido dos trabalhadores (PT), o qual por muito tempo levou e leva a frente dos palanques as necessidades das classes econômicas inferiores, gerando assim uma visibilidade das necessidades da população, a qual era inexistente há muito tempo.
Mesmo com esse advento, ainda sim se vê imprescindível uma atuação dos governantes em relação à educação, a partir de um redirecionamento de verba, por parte do ministério da educação incentivando assim uma melhora na esfera estatal desse recurso, possibilitando a utilização dele por todos, refletindo então em uma melhora na questão da segregação. Ademais, nos meios de transporte público, também se faz necessário uma ampliação para que se possa servir a todos com um preço adequado.