Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 04/05/2020
Todos seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos de acordo com o Artigo 1 dos Direitos Humanos. Contudo, o Brasil tem vivenciado, na atualidade, grande segregação social ferindo a dignidade de seus cidadãos. Logo, faz-se necessário solucionar tal situação que apresenta dois grandes problemas: a camarotização e a discriminação social.
De início, a camarotização dos espaços destinados ao lazer da população contribui crescentemente para o processo de segregamento do país. Segundo o filósofo Norberto Bobbio, com a ascensão do capitalismo e, por conseguinte, a dicotomia de poderes aquisitivos, houve o aumento da segregação social. Desse modo, quem tem detêm mais dinheiro, hoje, tem a possibilidade de se isolar do restante da população em espaços VIPs e obter maior status social em comparação aos outros indivíduos. Portanto, é importante que essa separação de classes seja diminuída e haja maior inclusão na sociedade.
Outrossim, a discriminação social acelera o andamento da segregação. De acordo com o antropólogo Darcy Ribeiro, em sua obra intitulada “O Povo Brasileiro”, as diferenças profundas que separam e opõem os brasileiros em extratos flagrantemente contrastantes são de natureza social. Da mesma maneira, pode-se dizer que o preconceito, está pautado na posição social dos indivíduos, conforme seu acesso à renda, padrão de vida e nível de escolaridade, prejudicando dessa forma, principalmente, os mais pobres que, muitas vezes, são marginalizados pela sociedade. Dessarte, é imperioso fomentar a integração dessas pessoas por meio da educação.
Nesse sentido, é indubitável a urgência de solucionar o problema da segregação social no Brasil. Desse modo, cabe ao primeiro setor, em consonância com a mídia, disseminar no meio televisivo a união das classes sociais, a partir da introdução, em novelas e programas de tv, de personagens com poderes aquisitivos diferentes interagindo com empatia e mostrando que ninguém é superior a ninguém, afim de promover uma mudança de pensamento da população. Além disso, é dever da Escola fomentar a união dos alunos às diferentes classes e meios sociais, desde a infância, através do exercício da alteridade, fazendo com que não haja distinção entre ricos e pobres e, logo a segregação não seja mais uma realidade no Brasil.