Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 04/05/2020

No filme “O poço” o autor espanhol Galder Gaztelu, retrata um sistema piramidal de uma sociedade moldada pela desigualdade, uma vez que as pessoas que ocupam posições superiores não se importam com aqueles que permanecem abaixo. Analogamente da ficção, no Brasil tal comportamento é intrínseco à população por meio da segregação das classes sociais, visto que afeta em larga escala grande parte do país. Dessa forma, o entrave precisa ser mitigado em virtude de, o individualismo sócio-governamental e o contexto histórico atuarem como fortes agentes de defasagem no corpo social brasileiro.

Em primeiro plano, entende-se que as minorias têm seus direitos desmazelados, não só na ausência de políticas públicas eficazes, como também o exclusivismo gerado pela própria sociedade. Diante disso, é válido salientar o Artigo 1° da Declaração dos Direitos Humanos, no qual ressalta que todos os seres humanos nascem iguais e livres em dignidade e direitos. Contudo, a inobservância de programas inclusivos para uma parcela populacional que sofre uma maior segregação é de responsabilidade governamental. Como resultado, a sociedade indubitavelmente deve colaborar para que tais ações integrem sem seletividade o máximo de pessoas possíveis. A conjuntura exposta pode ser elucidada ao perceber que a inconstância de dois pilares sociais acarreta consequências quase irreparáveis.

Ademais, os fatores culturais precisam ser levados em consideração ao abordar o isolamento das classes sociais. De acordo com o sociólogo francês Pierre Bourdieu a sociedade tende a incorporar pensamentos e estruturas difundidas por muitos anos. Desse modo, o método de separação das camadas sociais é pautada desde épocas retrógradas, apesar de hodiernamente tornar-se mais frequente. Por conseguinte, essas condições baseia-se durante diversas situações do dia-a-dia, por exemplo uma festa, na qual os ingressos passaram a ser classificados como pista “vip” e pista “normal”.       Infere-se, portanto, para que todos os pilares de uma sociedade estejam harmonicamente estáveis, ocorra a mitigação do entrave. Cabe ao Governo Federal na figura do Ministério de Educação criar programas de inclusão cultural com intuito de unir e gerar respeito entre os participantes. Não obstante, prefeituras juntamente com secretarias de educação, pode ainda desenvolver palestras e rodas de conversa na comunidade para acabar com atitudes segregatórias presente no cotidiano, por intermédio das redes sociais a fim de abranger um número considerável de pessoas. Destarte, espera-se que a problemática diminua, com o objetivo que a sociedade brasileira atue diferentemente da sociedade existente na narrativa “O poço”.