Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 05/05/2020
O filme “O Poço”, retrata a divisão feita pela hierarquização das classes, a segregação é dinâmica, e os mais privilégiados ficam nos andares mais altos do edifício. Fora da ficção, a sociedade brasileira enfrenta segregações geopolíticas, que estão intimamente ligadas a questões raciais e sociais. Em consoante, essa realidade é ocasionada pela mentalidade de um sistema político-social-econômico, que julga os menos favorecidos incapazes de ascender, retirando-lhes condições para tal, além disso, existe uma falha na conjuntura de políticas públicas para integração dos segregados. Com efeito, a segregação das classes sociais no Brasil, é uma pauta relevante a ser tratada.
Sob esse prisma, o julgamento de indivíduos por terceiros é brutal às vítimas sociais, as quais não têm formação escolar e mental adequadas, ocasionando para muitos o conformismo. Analogamente, em Barbacena, Minas Gerais, existiu um hospital colônia, o qual recebia cidadãos indesejados para a sociedade da época, como mendigos, prostitutas, homossexuais, a fim de limpar a comunidade. Nesse sentido, é relevante observar, que a conjuntura social brasileira está pautada acima de ideias altamente preconceituosas que impedem cidadãos de exercer em totalidade sua cidadania, e que é preciso estabelecer uma educação transformadora a qual o indivíduo desenvolva sentimento de pertencimento e como agente transformador da sociedade.
Ademais, políticas públicas e ações afirmativas são importantes, porém, é necessário que a sociedade mais abastada encare essas formas de integração como agregadoras e não como artifício agravador de desigualdades. Paralelamente, no período pós abolição da escravatura, os ex- indivíduos em situação de escravidão, foram inseridos na sociedade de forma bruta, sem qualquer auxílio do governo vigente, e ainda sobre as indiferentes leis que mais segregavam do que ajudavam, como a Lei da Vadiagem e Lei de Terras. Assim, é visto que a sociedade brasileira ainda é carente de educação política e histórica para entender a profundidade dos problemas que são presentes, o investimento em educação é uma pauta a ser defendida, com a finalidade de reproduzir uma comunidade crítica, que encare os impasses de maneira fundamentada.
Portanto, a segregação social brasileira deve ser encarada como uma falha no sistema educacional. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação, órgão regulador da conjuntura educativa no Brasil, intensificar políticas públicas, que posicionem o indivíduo como agente pertencente a sociedade e que tem a possibilidade de transformar o meio que vive, além de posicionar as classes sociais privilegiadas como responsável pela continuação de discursos preconceituosos, a fim de reconhecerem suas falhas e promoverem uma comunidade equitativa e uma futura igualitária.
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