Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 03/05/2020
“Expresso do Amanhã” - filme de ação e ficção científica - acontece em um futuro distópico, onde um experimento científico feito para conter o aquecimento global falha e provoca uma era glacial que quase extermina a população. Os sobreviventes habitam um motor ferroviário (de nível ilimitado) que circunda todo o planeta, porém, o trem é dividido em níveis sociais para cada vagão, o que revolta a classe pobre e trabalhista localizada na cauda e decidem organizar uma revolução social. Fora do mundo cinematográfico, essa segregação social vista no filme encontra-se cada vez mais forte na realidade, sendo dever do Estado retomar e estabelecer a equidade entre os cidadãos.
Precipuamente, vale citar o artigo 5º da Constituição Brasileira em que preconiza o fato de todos serem iguais perante a lei, tendo direito à vida, à liberdade, à igualdade e afins o que, infelizmente, não é visto. A população carente sofre por não ter suas necessidades básicas supridas, desde uma boa educação, um bom hospital, não possuem acesso à serviços de qualidade, o que contribui para o aumento da discriminação social. Obviamente, aqueles que possuem melhores condições irão se beneficiar com serviços privados de qualidade e, naturalmente, uma visão mais elitista irá surgir, em os que muito possuem não se misturam aos que nada tem.
Certamente, com a ampliação do acesso das camadas mais pobres ao que antes era exclusivo dos mais ricos, aumentou esse sentimento de diferenciação, do neologismo “camarotização”. O ser humano possui essa necessidade de se sentir único, utilizando-se da ideia de meritocracia para se destacar dos outros, seja em espaços privilegiados (como o camarote) ou nos aeroportos em poltronas diferenciadas. Essas atitudes servem não só para mostrarem poder, como para não se integrarem com a sociedade como um todo. A lógica do mercado da economia se alastrou no âmbito da saúde, educação e política, e isso deve ser combatido.
Medidas, portanto, devem ser feitas para resolver esse impasse. O Ministério da Cidadania poderia criar espaços de socialização, festivais culturais, no intuito de unir pessoas de todas as classes sociais, sem conter nesses eventos espaços diferenciados, dessa forma, haveria uma maior troca cultural, deixando de lado a discriminação. Em segundo lugar, o Ministério da Saúde e da Educação investir na qualidade dos serviços públicos ofertados à população, para assim tornar democrático e equitativo as oportunidades dentro da sociedade, independente do estrato social em que cada um se encontra.